Queridos amigos, é com alegria que trago postagens relacionadas ao mundo da literatura, fantasia e musicalização infantil. Sejam todos Bem Vindos!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Decepção
Por que as pessoas que mais amamos são as que mais nos decepcionam? Talvez seja a ilusão de que só porque são nossos amados, estão isentos de cometerem erros, ou se enganarem. E por mais que seja doloroso, é preciso entender que amar alguém profundamente, não significa ser correspondido.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Voltei...
Depois de tanto tempo sumida... Desculpas aos leitores e seguidores do Cantinho... Minha vida deu algumas cambalhotas nesses últimos meses, mas entre mortos e feridos todos sobreviveram, rsrsrs... retornarei com as potasgens a medida do possível...
Conto
Partilho cpm vocês um conto que criei utilizando um dos personagens do nosso folclore... fiquem à vontade para comentar. Público Alvo: Infantil - 05 a 08 anos.
O Curupira e a Vaca
Certa vez um velho caipira e seu neto de seis anos estavam no ponto de ônibus, esperando pela condução trazendo consigo uma grande vaca malhada.
Quando o ônibus parou para o embarque o motorista avisou:
-Sinto muito senhor, mas não é permitida a entrada de animais.
-Tudo bem – respondeu o caipira fazendo embarcar seu neto – o senhor espere um bocadinho que eu amarro o bicho no para-choque do ônibus.
Muito surpreso o motorista perguntou:
-Mas o senhor acha que a vaca vai conseguir acompanhar o veículo?
-Vai sim – respondeu o caipira confiante – ela foi batizada pelo Curupira.
O outro fez cara de “Eu não acredito, mas você é quem sabe” e não fez objeção. O caipira então amarrou a vaca atrás do ônibus, embarcou e o motorista prosseguiu viagem.
Uma menina, que também viajava no ônibus e que aparentava ter a mesma idade do neto do caipira, sentou-se ao lado dele disse-lhe:
-Seu avô fez uma maldade com aquela vaca. Logo ela não vai conseguir agüentar e será arrastada na estrada até morrer.
-Não se preocupe – respondeu o garoto – a Malhada foi batizada pelo Curupira e consegue correr bem rápido, por muito tempo, uma longa distância.
O motorista escutou a conversa das crianças e espiou pelo retrovisor para ver como a vaca ia acompanhando o ônibus. E ela estava lá, firme e forte.
Nisso a garotinha perguntou ao neto do caipira:
-Quem é o Curupira?
-Você não sabe? – perguntou o garoto muito admirado – É um moleque um pouco maior do que eu, com cabelos de fogo, dentes verdes, pés com os calcanhares para frente e dedos virados para trás. Vive nas matas e protege os bichos e as árvores de homens perversos que querem fazer mal aos habitantes da floresta. Como seus pés são invertidos suas pegadas enganam os caçadores que pensam que ele está longe, quando na verdade está bem próximo.
-E como o Curupira batizou a vaca? – perguntou a menina com curiosidade.
-Ah, meu avô conta que ela, certa vez, soltou-se da corda e se embrenhou no mato. - respondeu o garoto baixando o tom de voz a um sussurro - Ele foi atrás dela, seguiu seu rastro pela floresta até que a encontrou. E sabe o que ele viu?
-O que? – perguntou ela ansiosa.
-O Curupira montado nas costas da bicha e ela correndo tão rápido que meu avô quase caiu pra trás de susto! Ele só teve tempo de gritar: “Ei, essa vaca é minha!”
Quando o Curupira ouviu isso desapareceu das costas da Malhada, mas meu avô teve um trabalho danado pra alcançá-la. Desde então ela virou uma “vaca corredora”, pois o Curupira, que protege todos os animais, batizou-a com essa habilidade.
O motorista, que não pôde evitar ouvir a conversa das crianças, pensou:
“Vaca corredora é? Vamos descobrir”
Ele então aumentou a velocidade do ônibus para 100 km por hora. Depois de uns minutos olhou pelo retrovisor e viu que a vaca continuava acompanhando a corrida. Aumentou para 150 km por hora. E espiou de novo depois de alguns minutos. Mas a vaca continuava agüentando. Ele então acelerou para 200 km por hora.
Nesse momento a vaca pôs a língua para fora. O motorista sentindo-se vitorioso avisou ao caipira:
-Olha senhor, acho que sua vaca não vai agüentar por muito tempo não, já ta de língua de fora.
-É mesmo? – perguntou o caipira com tranqüilidade – Pra que lado tá a língua?
-Pra esquerda – respondeu o motorista meio confuso com a pergunta.
Ouvindo isso o caipira respondeu achando graça:
-Ora! Então encosta pra direita que ela tá pedindo ultrapassagem!
O Curupira e a Vaca
Certa vez um velho caipira e seu neto de seis anos estavam no ponto de ônibus, esperando pela condução trazendo consigo uma grande vaca malhada.
Quando o ônibus parou para o embarque o motorista avisou:
-Sinto muito senhor, mas não é permitida a entrada de animais.
-Tudo bem – respondeu o caipira fazendo embarcar seu neto – o senhor espere um bocadinho que eu amarro o bicho no para-choque do ônibus.
Muito surpreso o motorista perguntou:
-Mas o senhor acha que a vaca vai conseguir acompanhar o veículo?
-Vai sim – respondeu o caipira confiante – ela foi batizada pelo Curupira.
O outro fez cara de “Eu não acredito, mas você é quem sabe” e não fez objeção. O caipira então amarrou a vaca atrás do ônibus, embarcou e o motorista prosseguiu viagem.
Uma menina, que também viajava no ônibus e que aparentava ter a mesma idade do neto do caipira, sentou-se ao lado dele disse-lhe:
-Seu avô fez uma maldade com aquela vaca. Logo ela não vai conseguir agüentar e será arrastada na estrada até morrer.
-Não se preocupe – respondeu o garoto – a Malhada foi batizada pelo Curupira e consegue correr bem rápido, por muito tempo, uma longa distância.
O motorista escutou a conversa das crianças e espiou pelo retrovisor para ver como a vaca ia acompanhando o ônibus. E ela estava lá, firme e forte.
Nisso a garotinha perguntou ao neto do caipira:
-Quem é o Curupira?
-Você não sabe? – perguntou o garoto muito admirado – É um moleque um pouco maior do que eu, com cabelos de fogo, dentes verdes, pés com os calcanhares para frente e dedos virados para trás. Vive nas matas e protege os bichos e as árvores de homens perversos que querem fazer mal aos habitantes da floresta. Como seus pés são invertidos suas pegadas enganam os caçadores que pensam que ele está longe, quando na verdade está bem próximo.
-E como o Curupira batizou a vaca? – perguntou a menina com curiosidade.
-Ah, meu avô conta que ela, certa vez, soltou-se da corda e se embrenhou no mato. - respondeu o garoto baixando o tom de voz a um sussurro - Ele foi atrás dela, seguiu seu rastro pela floresta até que a encontrou. E sabe o que ele viu?
-O que? – perguntou ela ansiosa.
-O Curupira montado nas costas da bicha e ela correndo tão rápido que meu avô quase caiu pra trás de susto! Ele só teve tempo de gritar: “Ei, essa vaca é minha!”
Quando o Curupira ouviu isso desapareceu das costas da Malhada, mas meu avô teve um trabalho danado pra alcançá-la. Desde então ela virou uma “vaca corredora”, pois o Curupira, que protege todos os animais, batizou-a com essa habilidade.
O motorista, que não pôde evitar ouvir a conversa das crianças, pensou:
“Vaca corredora é? Vamos descobrir”
Ele então aumentou a velocidade do ônibus para 100 km por hora. Depois de uns minutos olhou pelo retrovisor e viu que a vaca continuava acompanhando a corrida. Aumentou para 150 km por hora. E espiou de novo depois de alguns minutos. Mas a vaca continuava agüentando. Ele então acelerou para 200 km por hora.
Nesse momento a vaca pôs a língua para fora. O motorista sentindo-se vitorioso avisou ao caipira:
-Olha senhor, acho que sua vaca não vai agüentar por muito tempo não, já ta de língua de fora.
-É mesmo? – perguntou o caipira com tranqüilidade – Pra que lado tá a língua?
-Pra esquerda – respondeu o motorista meio confuso com a pergunta.
Ouvindo isso o caipira respondeu achando graça:
-Ora! Então encosta pra direita que ela tá pedindo ultrapassagem!
terça-feira, 13 de abril de 2010
A voz
Mais uma atividade que criei para minhas aulas de musicalização infantil.
É interessante fazer com que a criança perceba a diferença de timbre que há entre vozes masculinas femininas e infantis... Para isso é possível fazer algo bem simples. Faça com que as crianças ouçam trechos de músicas cantadas por homem, mulher e criança. (evite músicas cantadas por grupos, é interessante que a criança ouça apenas uma pessoa cantando) Peça para que prestem atenção em cada trecho mas não comente nada ainda.
Terminada essa parte, pergunte às crianças se elas sabem quem cantou as músicas, (se foi um homem, ou mulher ou criança) depois pergunte como elas sabem se não dá pra ver o rosto da pessoa que está cantando no rádio e elas assimilirão com bastante facilidade a diferença de timbres da voz humana...
É interessante fazer com que a criança perceba a diferença de timbre que há entre vozes masculinas femininas e infantis... Para isso é possível fazer algo bem simples. Faça com que as crianças ouçam trechos de músicas cantadas por homem, mulher e criança. (evite músicas cantadas por grupos, é interessante que a criança ouça apenas uma pessoa cantando) Peça para que prestem atenção em cada trecho mas não comente nada ainda.
Terminada essa parte, pergunte às crianças se elas sabem quem cantou as músicas, (se foi um homem, ou mulher ou criança) depois pergunte como elas sabem se não dá pra ver o rosto da pessoa que está cantando no rádio e elas assimilirão com bastante facilidade a diferença de timbres da voz humana...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
CONTOS DE FADAS E CONTOS MARAVILHOSOS
Por Veridiana Rocha
Dar vida ao imaginário, ao mundo das personificações, bruxas, fadas, príncipes e princesas: tudo que o Maravilhoso pode trazer, mostrar e reproduzir com a ajuda do leitor (geralmente voltado ao público infantil) principalmente.
Neste mundo em que a magia se mistura com o real é que surgem os Contos de Fada e os Contos Maravilhosos. O primeiro grupo é de origem celta e está baseado, a princípio, em estórias contadas oralmente ; possui como foco principal a realização pessoal (voltando-se para o lado existencial) e pode possuir ou não a presença de fadas. Já o segundo, de origem oriental, era oralizado, assim como os Contos de Fada; tinha como objetivo a realização pessoal (voltando-se para o lado material) e não possuía a presença de fadas como mediadoras da obtenção desse ideal.
Algumas características que ambos possuem em semelhança são: a aspiração, viagem, obstáculos, uma mediação e a conquista do objetivo. Além disso, apresentam os fatores estruturais que aparecem em qualquer obra literária: um narrador, um foco narrativo, a história, os personagens, o espaço físico e temporal, uma linguagem usada literariamente e um destinatário para a sua comunicação, o leitor.
Divididos entre o bem e o mal, representados por príncipes, fadas e também por monstros, lobos e bruxas apavorantes, esses contos encantam as crianças e os adultos desde a sua criação, que data da época medieval. Porém, a sua função não pára aí, pois além do entretenimento, transmitem ainda valores e costumes e ajudam a elaborar a própria vida através de situações conflitantes e fantásticas.
Segundo Bettelheim, (apud CEZARETTI, 1989: 24), todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade do amor, do medo e do desamparo, da rejeição e da morte, são colocados nos contos em lugares fora do tempo e do espaço, mas muito reais para crianças. A solução geralmente é encontrada nessas histórias e quase sempre levada a um final feliz, pois elas dão pistas de como se pode construir um relacionamento satisfatório com as pessoas ao redor. Todavia, para se chegar ao final nem tudo são flores e é a partir dessa reflexão entre a fantasia, o imaginário e o real, que o leitor vai perceber que deve saber superar obstáculos, para obter essa conquista.
Dar vida ao imaginário, ao mundo das personificações, bruxas, fadas, príncipes e princesas: tudo que o Maravilhoso pode trazer, mostrar e reproduzir com a ajuda do leitor (geralmente voltado ao público infantil) principalmente.
Neste mundo em que a magia se mistura com o real é que surgem os Contos de Fada e os Contos Maravilhosos. O primeiro grupo é de origem celta e está baseado, a princípio, em estórias contadas oralmente ; possui como foco principal a realização pessoal (voltando-se para o lado existencial) e pode possuir ou não a presença de fadas. Já o segundo, de origem oriental, era oralizado, assim como os Contos de Fada; tinha como objetivo a realização pessoal (voltando-se para o lado material) e não possuía a presença de fadas como mediadoras da obtenção desse ideal.
Algumas características que ambos possuem em semelhança são: a aspiração, viagem, obstáculos, uma mediação e a conquista do objetivo. Além disso, apresentam os fatores estruturais que aparecem em qualquer obra literária: um narrador, um foco narrativo, a história, os personagens, o espaço físico e temporal, uma linguagem usada literariamente e um destinatário para a sua comunicação, o leitor.
Divididos entre o bem e o mal, representados por príncipes, fadas e também por monstros, lobos e bruxas apavorantes, esses contos encantam as crianças e os adultos desde a sua criação, que data da época medieval. Porém, a sua função não pára aí, pois além do entretenimento, transmitem ainda valores e costumes e ajudam a elaborar a própria vida através de situações conflitantes e fantásticas.
Segundo Bettelheim, (apud CEZARETTI, 1989: 24), todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade do amor, do medo e do desamparo, da rejeição e da morte, são colocados nos contos em lugares fora do tempo e do espaço, mas muito reais para crianças. A solução geralmente é encontrada nessas histórias e quase sempre levada a um final feliz, pois elas dão pistas de como se pode construir um relacionamento satisfatório com as pessoas ao redor. Todavia, para se chegar ao final nem tudo são flores e é a partir dessa reflexão entre a fantasia, o imaginário e o real, que o leitor vai perceber que deve saber superar obstáculos, para obter essa conquista.
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