Queridos amigos, é com alegria que trago postagens relacionadas ao mundo da literatura, fantasia e musicalização infantil. Sejam todos Bem Vindos!
segunda-feira, 29 de março de 2010
É verdade que Shakespeare...
É verdade que Shakespeare...
por Raquel Lima
...Era bi?
Shakespeare foi casado, teve 3 filhos e há indícios de um bastardo. Mas 126 sonetos românticos não podem ser coincidência: lançados há exatos 400 anos, são dedicados a um anônimo Fair Lord ("Belo Senhor"), "mestre-amante de minha paixão" (Soneto 20). Outro indício: em seu testamento, o autor ainda deixou parte da fortuna a amigos, com uma ordem estranha: eles deveriam comprar alianças para usar em sua memória.
...Não escreveu suas peças?
Como alguém sem educação superior teria vocabulário tão vasto? É o argumento da minoria para quem o bardo era diretor e ator, mas não autor. Entre os supostos ghost-writers estariam o filósofo Francis Bacon e até um nobre italiano exilado na Inglaterra fugindo da Inquisição.
...Era pobre?
Na adolescência ele pode até ter passado um período difícil. Mas logo ficou famoso e esperto nos negócios. Investia em imóveis, ações do Globe Theater e sonegava alguns impostos. Além disso, emprestava a juros altos e cobrava em dia.
...Passou anos desaparecido?
Ele sumiu entre os 21 e os 28 anos (1585-1592). Hipóteses para o sumiço: caiu na clandestinidade por caça ilegal de veado; virou marinheiro; virou monge. Mas o mais plausível é que ele já estivesse no teatro londrino, mas em funções anônimas, como valet de carruagem e contrarregra.
...Foi enterrado com obras inéditas?
É uma hipótese forte, nunca comprovada pela praga em sua lápide: "Amigo, evite, por Jesus sagrado / De cavar o pó aqui enterrado / Abençoado quem poupar estes destroços / E amaldiçoado quem mover meus ossos"
Literatura de Páscoa
É incrível como essa época do ano (páscoa) é explorada pelo comércio. Ovos de chocolate, cestas, coelhos de pelúcia, etc...
Sinto muita falta de uma literatura séria a respeito do tema Páscoa. É um desafio expor para as crianças, em linguagem clara e significativa ao universo infantil, a religiosidade que a páscoa representa que é de onde se originou...
Os símbolos como o ovo e o coelho se sobrepuseram ao real significado da data.
Para quem é ateu e não tem fé cristã ou judaica consolidada a páscoa não tem nenhum sentido e comer chocolate nessa data ou em qualquer outra é a mesma coisa...
Sinto muita falta de uma literatura séria a respeito do tema Páscoa. É um desafio expor para as crianças, em linguagem clara e significativa ao universo infantil, a religiosidade que a páscoa representa que é de onde se originou...
Os símbolos como o ovo e o coelho se sobrepuseram ao real significado da data.
Para quem é ateu e não tem fé cristã ou judaica consolidada a páscoa não tem nenhum sentido e comer chocolate nessa data ou em qualquer outra é a mesma coisa...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Instrumentos Musicais e a criança
Uma das coisas que mais toca o ser humano é o som. Se é agradável causa bem estar, alegria, e as mais diversas reações emotivas... Se é desagradável causa desconforto físico e psíquico.
Uma das coisas mais encanta as crianças são os instrumentos musicais... Apresntar a elas os sons, as imagens e quando possível o instrumento "de verdade" é algo enriquecedor i nesquecível para as crianças...
Por isso criei uma atividade para que as crianças aprendam mais sobre os instrumentos enquanto cantam a música "Foi na loja do Mestre André"
1.Foi na loja do mestre André
que eu comprei um pianinho!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Estribilho: Ai, olé! Ai, olé!
Foi na loja do mestre André (2x)
2. Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma flautinha!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Plim, plim, plim, um pianinho!
3. Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um chocalhinho!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
4. Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violino!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
5. Foi na loja do Mestre Andrë
Que eu comprei um violão
Blan, blan, blan, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
6. Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um saxofone!
Fum , fum, fum um saxofone!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Blan, blan, blan, um violão
Antes de cantar a música, mostro as figuras dos instrumentos e falo sobre as famílias de corda, sopro e percussão. Depois espalho as figuras pelo chão e a música é cantada na ordem em que as figuras estão colocadas, para evitar que as crianças se confundam.
O retorno dessa atividade é muito bom e as crianças aprendem cantando e brincando.
Uma das coisas mais encanta as crianças são os instrumentos musicais... Apresntar a elas os sons, as imagens e quando possível o instrumento "de verdade" é algo enriquecedor i nesquecível para as crianças...
Por isso criei uma atividade para que as crianças aprendam mais sobre os instrumentos enquanto cantam a música "Foi na loja do Mestre André"
1.Foi na loja do mestre André
que eu comprei um pianinho!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Estribilho: Ai, olé! Ai, olé!
Foi na loja do mestre André (2x)
2. Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma flautinha!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Plim, plim, plim, um pianinho!
3. Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um chocalhinho!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
4. Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violino!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
5. Foi na loja do Mestre Andrë
Que eu comprei um violão
Blan, blan, blan, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
6. Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um saxofone!
Fum , fum, fum um saxofone!
Plim, plim, plim, um pianinho!
Chic, chic, chic um chocalhinho!
Nhim –nhim - nhim, um violino!
Fi - fi - ri - fi - fim, uma flautinha!
Blan, blan, blan, um violão
Antes de cantar a música, mostro as figuras dos instrumentos e falo sobre as famílias de corda, sopro e percussão. Depois espalho as figuras pelo chão e a música é cantada na ordem em que as figuras estão colocadas, para evitar que as crianças se confundam.
O retorno dessa atividade é muito bom e as crianças aprendem cantando e brincando.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Educativos
Sendo eu uma educadora, não poderia deixar de postar artigos com temas educativos e sobre educação... Vou falar nesses posts principalmente sobre o tema do meu trabalho na educação: Musicalização Infantil...
A habilidade para a música é considerada por muitos pedagogos – entre eles o norte-americano Howard Gardner, autor do livro Inteligências Múltiplas – como uma forma de inteligência tão importante para nós quanto a habilidade lógico-matemática ou lingüística. E essa inteligência auxiliaria, inclusive, outros tipos de raciocínio. Há alguns anos, por exemplo, os cientistas debatem o chamado “Efeito Mozart”. Trata-se de uma prova de que crianças ficam mais “espertas” para cálculos depois de escutar a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior, do compositor austríaco.
O poder da música para a concentração e para a manipulação das emoções humanas não está apenas despertando o interesse dos músicos e dos estudiosos da música. “Psicólogos, produtores de filme e, claro, políticos, também estão se interessando por esses novos campos.
A habilidade para a música é considerada por muitos pedagogos – entre eles o norte-americano Howard Gardner, autor do livro Inteligências Múltiplas – como uma forma de inteligência tão importante para nós quanto a habilidade lógico-matemática ou lingüística. E essa inteligência auxiliaria, inclusive, outros tipos de raciocínio. Há alguns anos, por exemplo, os cientistas debatem o chamado “Efeito Mozart”. Trata-se de uma prova de que crianças ficam mais “espertas” para cálculos depois de escutar a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior, do compositor austríaco.
O poder da música para a concentração e para a manipulação das emoções humanas não está apenas despertando o interesse dos músicos e dos estudiosos da música. “Psicólogos, produtores de filme e, claro, políticos, também estão se interessando por esses novos campos.
A riqueza de Harry Potter
Por Mariana Nascimento
Conhecida pelo sucesso de vendas, tanto de livros como de ingressos para a adaptação cinematográfica, a série “Harry Potter” (J. K. Rowling, Ed. Rocco) tem seu valor literário muitas vezes questionado. Porém, se olharmos os sete livros que a compõem de forma mais despida de preconceitos, encontraremos um valor que não deve ser classificado apenas como entretenimento.
O enredo de “Harry Potter” consiste basicamente nas aventuras de um garoto que de repente descobre que é bruxo e ingressa numa escola de magia, onde desenvolverá suas habilidades mágicas e tomará parte na luta contra bruxos das trevas. Entretanto, tais fatores são apenas a superfície da trama, na qual exercem importância temas e recursos narrativos que tornam evidente a relação da série com a realidade e com as culturas clássica e atual, numa escrita dinâmica e bem humorada.
Em primeiro lugar, quanto à temática, há a questão da auto-descoberta, do desenvolvimento e amadurecimento do sujeito. O personagem principal, Harry, não é o herói perfeito, havendo até mesmo um paralelo entre sua identidade e a do grande vilão, Voldemort. Antes de descobrir que é bruxo, levava uma vida propositalmente limitada pelos tios, que o acolheram depois da morte de seus pais: nenhum afeto era dirigido a Harry e o lugar reservado para ele dormir era o armário debaixo da escada, embora houvesse na casa um quarto ocupado apenas por brinquedos do seu primo mimado.
Ao ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry descobre um mundo completamente novo, onde pode fazer amizades, desenvolver suas habilidades, conhecer suas origens e interagir com um meio social diversificado.
Essa nova realidade de Harry pouco se diferencia da realidade dos leitores e, quando o faz, através da inclusão de elementos mágicos, o resultado é o enriquecimento da obra. O elemento maravilhoso é capaz de transformar algo comum ou em objeto paródico ou em expressão de nossos desejos. Disso podem ser exemplo os retratados em pinturas que conversam com as pessoas ou a sala que muda seu interior de acordo com a necessidade de alguém: quem não se interessaria em visitar um lugar como este?
Enquanto simples estudantes, Harry e seus amigos têm de lidar com fatores corriqueiros como a inimizade dos colegas, a obrigação de estudar e fazer montes de lições para ganhar boas notas, as aulas desinteressantes, a antipatia por/de algum professor, a dificuldade em determinadas matérias… Enfim. A diferença é que o tamanho das redações é medido em rolos de pergaminho; as aulas requerem o uso de caldeirões, varinha mágica e contato com seres como hipogrifos, unicórnios, bicho-papão e plantas que gritam; e os professores e colegas menos amigáveis podem expressar seus sentimentos com feitiços que transformam uma pessoa em uma fuinha, por exemplo.
Como seres subjetivos, os personagens se deparam com toda a gama de sentimentos e impressões possível. Rony, o melhor amigo de Harry, sente-se inferior devido aos problemas financeiros da família; Luna, outra amiga de Harry, é excluída por ser diferente; Neville sofre a pressão da avó, que espera que ele seja um bruxo tão bom quanto seus pais foram; e Harry depara-se com a perda e a morte, com a inconfiabilidade das pessoas, a dúvida sobre si mesmo, a desmoralização pública, entre outros.
Já no que diz respeito à representação da sociedade, “Harry Potter” não ignora questões como os interesses políticos e comerciais. Nesse sentido, há o ministro que opta por ignorar acontecimentos que o prejudiquem e uma jornalista sensacionalista a qual distorce o dito por seus entrevistados. Além disso, o grande vilão, Voldemort, põe em cena a busca pelo poder impulsionada pelo ódio e por conceitos racistas, mostrando como um motivo pessoal se transforma em ideologia e pode gerar um desastre social.
Voldemort também exemplifica a relativização das origens do mal, que podem ser tanto as vivências dolorosas quanto as predisposições do caráter. Trata-se de um personagem que teve uma infância tão difícil quanto a de Harry, mas que, ao contrário deste, é capaz de manipular, torturar e matar sem hesitação.
A diversidade temática de “Harry Potter” inclui ainda a atualização de seres mitológicos e folclóricos, tais como o cachorro de três cabeças, o dragão, a fênix, os gnomos e outros tantos.
Quanto à linguagem, são vários os recursos utilizados: explora-se a capacidade do gênero romance de incorporar outros gêneros textuais através das cartas escritas e recebidas por Harry, dos versos cantados pelo Chapéu Seletor e das notícias lidas no Profeta Diário; mostra-se a linguagem como caracterizadora do sujeito, seja através da reprodução do sotaque francês de uma personagem ou através da diferente sintaxe dos elfos domésticos; e brinca-se com as palavras através de nomes de personagens, de invenções mágicas ou de feitiços e encantamentos (como exemplos, há o Espelho de Ojesed e o professor lobisomem Remo Lupin).
Todos esses fatores, apenas enumerados aqui, constituem vasto objeto de estudo, sendo passíveis de um aprofundamento interpretativo que, no entanto, foge às intenções deste texto. Há ainda outras questões, como demonstram as polêmicas sobre os elementos capitalistas ou sobre o caráter pagão ou cristão presentes na obra. Sem dúvida, a reflexão mais detida sobre cada um dos fatores apontados ampliaria o alcance da série, revelando o retrato que faz do mundo atual e as estratégias lingüísticas e textuais que tornam o texto atrativo a tantas pessoas.
Essa visão geral, portanto, já nos permite afirmar que “Harry Potter” é produto de um trabalho literário o qual considera aspectos de toda a cultura e sociedade ocidentais, e que é um equívoco, portanto, classificá-lo apenas como sucesso mercadológico vazio de significado.
Conhecida pelo sucesso de vendas, tanto de livros como de ingressos para a adaptação cinematográfica, a série “Harry Potter” (J. K. Rowling, Ed. Rocco) tem seu valor literário muitas vezes questionado. Porém, se olharmos os sete livros que a compõem de forma mais despida de preconceitos, encontraremos um valor que não deve ser classificado apenas como entretenimento.
O enredo de “Harry Potter” consiste basicamente nas aventuras de um garoto que de repente descobre que é bruxo e ingressa numa escola de magia, onde desenvolverá suas habilidades mágicas e tomará parte na luta contra bruxos das trevas. Entretanto, tais fatores são apenas a superfície da trama, na qual exercem importância temas e recursos narrativos que tornam evidente a relação da série com a realidade e com as culturas clássica e atual, numa escrita dinâmica e bem humorada.
Em primeiro lugar, quanto à temática, há a questão da auto-descoberta, do desenvolvimento e amadurecimento do sujeito. O personagem principal, Harry, não é o herói perfeito, havendo até mesmo um paralelo entre sua identidade e a do grande vilão, Voldemort. Antes de descobrir que é bruxo, levava uma vida propositalmente limitada pelos tios, que o acolheram depois da morte de seus pais: nenhum afeto era dirigido a Harry e o lugar reservado para ele dormir era o armário debaixo da escada, embora houvesse na casa um quarto ocupado apenas por brinquedos do seu primo mimado.
Ao ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry descobre um mundo completamente novo, onde pode fazer amizades, desenvolver suas habilidades, conhecer suas origens e interagir com um meio social diversificado.
Essa nova realidade de Harry pouco se diferencia da realidade dos leitores e, quando o faz, através da inclusão de elementos mágicos, o resultado é o enriquecimento da obra. O elemento maravilhoso é capaz de transformar algo comum ou em objeto paródico ou em expressão de nossos desejos. Disso podem ser exemplo os retratados em pinturas que conversam com as pessoas ou a sala que muda seu interior de acordo com a necessidade de alguém: quem não se interessaria em visitar um lugar como este?
Enquanto simples estudantes, Harry e seus amigos têm de lidar com fatores corriqueiros como a inimizade dos colegas, a obrigação de estudar e fazer montes de lições para ganhar boas notas, as aulas desinteressantes, a antipatia por/de algum professor, a dificuldade em determinadas matérias… Enfim. A diferença é que o tamanho das redações é medido em rolos de pergaminho; as aulas requerem o uso de caldeirões, varinha mágica e contato com seres como hipogrifos, unicórnios, bicho-papão e plantas que gritam; e os professores e colegas menos amigáveis podem expressar seus sentimentos com feitiços que transformam uma pessoa em uma fuinha, por exemplo.
Como seres subjetivos, os personagens se deparam com toda a gama de sentimentos e impressões possível. Rony, o melhor amigo de Harry, sente-se inferior devido aos problemas financeiros da família; Luna, outra amiga de Harry, é excluída por ser diferente; Neville sofre a pressão da avó, que espera que ele seja um bruxo tão bom quanto seus pais foram; e Harry depara-se com a perda e a morte, com a inconfiabilidade das pessoas, a dúvida sobre si mesmo, a desmoralização pública, entre outros.
Já no que diz respeito à representação da sociedade, “Harry Potter” não ignora questões como os interesses políticos e comerciais. Nesse sentido, há o ministro que opta por ignorar acontecimentos que o prejudiquem e uma jornalista sensacionalista a qual distorce o dito por seus entrevistados. Além disso, o grande vilão, Voldemort, põe em cena a busca pelo poder impulsionada pelo ódio e por conceitos racistas, mostrando como um motivo pessoal se transforma em ideologia e pode gerar um desastre social.
Voldemort também exemplifica a relativização das origens do mal, que podem ser tanto as vivências dolorosas quanto as predisposições do caráter. Trata-se de um personagem que teve uma infância tão difícil quanto a de Harry, mas que, ao contrário deste, é capaz de manipular, torturar e matar sem hesitação.
A diversidade temática de “Harry Potter” inclui ainda a atualização de seres mitológicos e folclóricos, tais como o cachorro de três cabeças, o dragão, a fênix, os gnomos e outros tantos.
Quanto à linguagem, são vários os recursos utilizados: explora-se a capacidade do gênero romance de incorporar outros gêneros textuais através das cartas escritas e recebidas por Harry, dos versos cantados pelo Chapéu Seletor e das notícias lidas no Profeta Diário; mostra-se a linguagem como caracterizadora do sujeito, seja através da reprodução do sotaque francês de uma personagem ou através da diferente sintaxe dos elfos domésticos; e brinca-se com as palavras através de nomes de personagens, de invenções mágicas ou de feitiços e encantamentos (como exemplos, há o Espelho de Ojesed e o professor lobisomem Remo Lupin).
Todos esses fatores, apenas enumerados aqui, constituem vasto objeto de estudo, sendo passíveis de um aprofundamento interpretativo que, no entanto, foge às intenções deste texto. Há ainda outras questões, como demonstram as polêmicas sobre os elementos capitalistas ou sobre o caráter pagão ou cristão presentes na obra. Sem dúvida, a reflexão mais detida sobre cada um dos fatores apontados ampliaria o alcance da série, revelando o retrato que faz do mundo atual e as estratégias lingüísticas e textuais que tornam o texto atrativo a tantas pessoas.
Essa visão geral, portanto, já nos permite afirmar que “Harry Potter” é produto de um trabalho literário o qual considera aspectos de toda a cultura e sociedade ocidentais, e que é um equívoco, portanto, classificá-lo apenas como sucesso mercadológico vazio de significado.
terça-feira, 23 de março de 2010
Cenário do último Harry Potter ardeu
Um incêndio nos Estúdios Leavesden, em Hertfordshire, Inglaterra, atingiu os cenários do último filme de Harry Potter. Foi necessária mais de meia hora para debelar o fogo que aconteceu na passada sexta-feira, conforme relataram os bombeiros locais de acordo com notícia do «Telegraph».
O incêndio afectou os cenários exteriores de «Harry Potter and the Deathly Hallows» («Harry Potter e as Relíquias da Morte») e causou danos (pelos relatos recolhidos) significativos.
«Fomos chamados às 20h27 porque havia um incêndio no cenário. Os estragos nessa parte que pegou fogo foram bastantes extensos», afirmou um porta-voz dos bombeiros citado pelo jornal inglês, que acrescenta a ausência de vítimas e uma causa acidental para o incêndio.
O incêndio afectou os cenários exteriores de «Harry Potter and the Deathly Hallows» («Harry Potter e as Relíquias da Morte») e causou danos (pelos relatos recolhidos) significativos.
«Fomos chamados às 20h27 porque havia um incêndio no cenário. Os estragos nessa parte que pegou fogo foram bastantes extensos», afirmou um porta-voz dos bombeiros citado pelo jornal inglês, que acrescenta a ausência de vítimas e uma causa acidental para o incêndio.
sábado, 13 de março de 2010
Blogupp
A troca de visitas é uma boa maneira de divulgar seu blog, aumentando assim as visitas do blog.
O interessante que notei no site BlogUpp é que ao contrario de muitos sites de divulgação de blogs, não é necessário ficar visitando outros blogs para ganhar créditos, basta apenas colocar o código fornecido pelo site, que assim que um visitante entrar no seu blog você já estará acumulando créditos para que seu blog apareça em outros blogs que utilizem o sistema de divulgação do BlogUpp.
•BlogUpp! cria uma miniatura do seu blog e lê o seu feeds regularmente
•Uma miniatura do seu blog irá aparecer em outros blogs que tenham o nosso serviço ativado
•A miniatura irá aparecer com o artigo mais recente que você publicou
•Para cada 10 impressões no seu blog é exposto o seu para outros 9 leitores em outros blogs
•Um widget semelhante (como este à abaixo) é apresentado no seu blog, com blogs relevantes e artigos (mova o cursor sobre o widget)
•Cada link clicado no widget abre uma nova janela não fechando assim o seu blog
•E tudo isto é completamente grátis e sem esforço algum da sua parte.
Não é necessário se cadastrar no site, basta apenas inserir o link do seu blog e clicar em continuar que o site BlogUpp vai gerar o código para você inserir em seu blog.
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